Sujeito Parte I

Achar o sujeito das orações, as vezes pode ser uma tarefa um pouco confusa. Mas calma, vamos tentar exemplificar da melhor forma possível para sanar essas dúvidas persistentes. Vejamos:

Sujeito é o termo da oração o qual o verbo concorda. Em "As meninas chegaram tarde", o verbo chegar concorda com as meninas. Por isso, dizemos que esse termo é o sujeito da oração.

Agora vamos ver quais são os tipo de sujeitos.

Oração sem sujeito

Quando não existe um termo com o qual concorda, teremos um oração sem sujeito. É o que acontece com:
a) orações com verbos e expressões que significam fenômenos da natureza, como amanhecer, anoitecer, chover, entardecer, nevar, trovejar, ventar, fazer calor, fazer frio etc. Exemplos:

Geou ontem no sul do país.
Venta muito em São Paulo.
Faz frio no Polo Norte.

b) com o verbo haver, no sentido de existir. Exemplo:" Ainda juízes em Berlim".

c) com o verbo ser, indicando tempo, em geral: "É cedo?"; "Era muito tarde".

d) com algumas construções em que o verbo fica na terceira pessoa do singular, acompanhado do pronome se, sem haver um termo com o qual o verbo possa concordar.

Anda-se muito de bicicleta em cidades do litoral.
Vivendo-se bem melhor em uma cidade pequena.
Vendo-se muito, nas feiras de antiguidade.

Como se vê, nessa orações não há nenhum termo com o qual o verbo esteja concordando e, por esse motivo, não existe sujeito.
O sujeito,enquanto função sintática, não existe, uma vez que não há, nenhum termo com o qual o verbo esteja concordando. Esse raciocínio também se aplica a construções, geralmente na língua falada, em que o verbo fica na terceira pessoa do plural, sem um antecedente expresso como em:

Telefonaram para você ontem.
Derrubaram, outra vez, a cerca da frente.

Como vimos, não há um  antecedente expresso para nenhum desses dois vermos e não há, também, em suas orações, nenhum outro termo com o qual eles estejam concordando. Trata-se, pois, também, de casos de agente indeterminado em orações sem sujeito.


Fonte: "Gramática Miníma- para a língua padrão, por Antônio Suárez Abreu. 3ª Edição. São Paulo.

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